Há algumas semanas atrás, a polêmica foi lançada: Fernanda Young na Playboy. Como todo assunto que carrega consigo uma polêmica nas costas, o twitter estava onfire na semana de lançamento ao ver as primeiras fotos dessa edição nada comum.

Entre xingamentos e elogios de vários leitores, é muito dificíl encontrar meninas nas discussões sobre os ensaios da revista, sobre as pautas, e principalmente: encontrar meninas que gostam da Playboy não somente por sonhar em estar nas páginas, mas por gostar da revista.
Algumas pessoas me questionaram o porque que eu adoro comentar sobre a Playboy e sobre as protagonistas das edições mês a mês, sempre com expectativa. Muita gente deve até ter achado por um momento que eu gosto de mulher (não gosto não, beijos). E eu nem condeno esse tipo de questionamento, afinal nós vivemos em uma sociedade que por mais que pregue a liberdade, está ficando cada dia mais careta. Ainda se fosse um careta de forma positiva, mas nem isso é. Nós vivemos num mundo de moralistas, e isso está incluído dentro de nós sem querer.
Não acho que devo explicações a ninguém. Mas acho interessante mostrar o ponto de vista da mulher em relação a essa revista.

E tem como não respeitar uma revista que teve Marilyn Monroe em suas páginas?
A Playboy brasileira faz 35 anos ano que vem, e todo mundo sabe que as mulheres que estamparam a capa da Playboy estavam lá por ser um reflexo da nossa sociedade, do que é discutido, do que é dito em toda a imprensa e nas rodas de bar. Teoricamednte, a Playboy dismistifica aquela imagem intocável (ou nem tão intocável assim) de mulheres que representam (ou desafiam) o imaginário dos homens. Porém, a Playboy fala muito mais do que isso, é muito mais do que isso. Existem artigos do universo masculino que merecem atenção das mulheres também (e essas antas nem prestam atenção), além de entrevistas, por exemplo as 20 Perguntas.
Mas até a minha percepção sacar isso eu já era bem grandinha e já estava dentro do mundo da Publicidade. Quem trabalha nesse meio sabe que não pode vestir preconceitos e sabe que tem que conhecer de tudo, se despindo da carcaça do que você acha certo e errado. Ao pesquisar trabalhos sobre o J.R. Duran, Mario Testino, Luís Tripoli, David La Chapelle, é inevitável não tropeçar em algumas capas e fotos da Playboy. Como eu admiro muito o nu artístico, por explorar uma das coisas mais curiosas e expressivas do mundo (o corpo humano), ainda mais calibrado por fotógrafos desse escalão, é fato que vou gostar de Playboy.
Sempre fui de fuçar matérias e comunidades sobre a Playboy pra ver os ensaios. Em algum momento navegando por alguma comunidade do Orkut, encontrei um blog chamado Revista Que Amamos. E é nesse ponto amigos, que minha cabeça explodiu. Quando você lê a imprensa falando sobre as capas da Playboy, é somente uma notícia. Mas quando você vê fãs falando sobre o assunto por amor, é outra coisa.
Acho que todo fã sempre rói as unhas pra saber sobre novidades. E é o caso da maioria dos fãs da Playboy, seja uma boa edição da revista ou não. Fã que é fã crítica, analisa, elogia. Enfim, fã que é fã tem opinião.

Infelizmente não rola de ter Playboy em casa, principalmente em respeito aos meus pais. Mas sempre que posso dou uma fuçadinha na revista por aí. Agora, entra nas bancas a revista da Flávia Alessandra, que promete ser uma das mais bonitas do ano, e lógico que eu estou curiosa pra saber qual foi o tom do ensaio né?
Quem sabe, eu não faço umas resenhas sobre as edições da revista daqui um tempo? :)
Muito bom o texto, eu como moderadora da comunidade no orkut sei muito bem o que é ficar se explicando a respeito. A falta de preconceito com qualquer mídia,a paixao pela fotografia e o gosto pela boa escrita me fizeram gostar de Playboy. Acho importante existir mulheres neste universo para mostrar aos homens q devem nos respeitar, e que as mulheres não precisam ficar carregando rotulos a respeito de nada, seja ela capa ou leitora da Playboy.
ResponderExcluirMais um assunto pra conversar com você! =D
ResponderExcluirE é bem legal ter uma visão diferenciada sobre esse tipo de revistas. No fundo, quem faz as fotos querem ser reconhecidos por fotos artisticas, e quem faz as reportagens querem que as pessoas leiam...
ResponderExcluirE se tudo isso não desse certo, a revista não seria o que é até hoje!
Será que os onanistas são minoria ou maioria?
Maioria absoluta! AHAHAHAHA
ResponderExcluirEu me descobri admiradora da beleza do corpo feminino antes mesmo da paixão pela fotografia, daí você tira. E não, eu também não gosto de meninas, apenas acho o corpo de mulher muito mais bonito que o masculino. Assim, homem bonito só tem um tipo de corpo, e mulher não. Não sei se me entenderam.
ResponderExcluirQuanto à revista, bem, não tenho facilidade de acesso, mas sempre que posso gosto sim de olhar. E hoje em dia, definitivamente olho com olhos de fotógrafo, que analisa a foto em si, e não a gostosa da vez. É muito divertido tentar entender a criação do fotógrafo, o que ele quis passar, o que ele quis esconder...