22 de agosto de 2010

Bienal do Livro 2010 e o meu famoso azar para atividades sociais.

Acho que a melhor definição para a Bienal do Livro de 2010 pra mim é: sabe o que é estar no paraíso e ser acometido por uma cegueira bem nessa hora? Foi mais ou menos o que aconteceu comigo.

Neste sábado eu tive uma rara oportunidade de conseguir ir na Bienal. Desde que me lembro, sempre acontecia alguma zica que não me permitia dar o ar da (des)graça por lá. Mas esse ano foi finalmente um breakthrough e lá fui eu, junto com meu paciente namorado. Inicialmente foi tudo bem até chegarmos perto do Anhembi. Optamos pelo estacionamento alternativo logo de cara e nem pensamos muito ou procuramos outras opções. Estacionamentos de locais de convenções como lá são extremamente caros, certa vez pagamos 25 reais em um outro local similar. O único problema é que era LONGE. Muito longe.

Os sapatos assassinos da Bienal do Livro 2010
Os assassinos. Pelo menos sapato de plástico em mim não dá chulé. Era só o que faltava também.

E aí, eu que estou cansada de ser uma menina largada e que anda de tênis o tempo todo, resolvi ir com esse sapatinho lindo que comprei. Sapatinho de plástico. Eu já havia caminhado um pouco com ele antes e não tive nenhum problema sério, mas nós estamos falando da Bienal, quilométrica. E eu andei com esse assassino de pés por muitos e muitos metros. Tive que atravessar até a passarela da avenida que beira ali, e na ida ainda estava tudo bem, na verdade boa parte foi. Apesar da entrada ser caótica e uma desorganização sem fim, o evento era muito mais do que completo. É praticamente impossível conseguir visitar tudo em um dia só. Logo de cara, após um rápida ida ao banheiro e uma rápida refeição, eu e o Gu fomos direito ao estande da Panini, e foi ali que meu pesadelo começou.

A fila quilométrica para a entrada do estande já dava o aviso do que estava acontecendo. Simplesmente um inferno. Estava super cheio em função do sucesso estrondoso da Turma da Mônica, que posso afirmar com mais certeza do que nunca que é o carro chefe da editora. E, passando por álbuns de figurinhas, mangás e tudo mais, lá atrás estava o paraíso de encadernados, a Panini Books. Me detive lá e comprei o Elektra Assassina do Frank Miller, o Guerra Civil com o Mark Millar e o Steve McNiven e alguns dos números que faltavam do meu Crise Final, que me recuso a ler se não tiver todos aqui comigo. Mas acabei de constatar que peguei o nº 2 REPETIDO. Parabéns pra mim, que não percebi que precisava de um checklist decente. Também não tinha o primeiro pra comprar. O único mangá que peguei foi o Abara #2 (fiz um post sobre o #1 aqui) pra matar a curiosidade. Mas o inferno mesmo foi na hora de pagar. Fiquei aproximadamente 1 hora numa fila assustadora e que não andava e nem terminava nunca. Foi aí que meu pé começou a doer, quase desmaiei por causa do calor e fiquei suficientemente irritada pelo resto do dia.

Comprinhas da Bienal :3

Apesar das comprinhas serem deveras satisfatórias, eu acabei nem passando na Comix, o que foi um grave erro e que poderia ser mais proveitoso. Mas na realidade eu entraria em todos os estandes se pudesse. Quem me conhece sabe que sou viciada em livros e revistas, e não poder andar numa Bienal do Livro é um pesadelo. E pensem que eu ainda tive que voltar a pé todo aquele caminho, quase chorando de ódio e de dor.

Agora só em 2012, e de tênis se possível.

Então aprenda com a minha desgraça e veja a lista de lições desse evento:
  1. Avalie todas as opções de estacionamento e condução até lá com antecedência para não sofrer depois com longas caminhadas até o local.
  2. Recarregue a bateria ou pilha da sua camera. (pois é, ainda esqueci esse detalhe)
  3. Coleciona revistas? Leve um checklist de tudo e garimpe em todas as lojas antes de efetuar uma compra final. Vale a pena, principalmente se for em lojas e sebos, não nos estandes das editoras.
  4. VÁ DE TÊNIS. Não preciso nem explicar o porquê né?
  5. Se você tiver a chance, vá durante a semana. A chance de você ter mais paz e menos filas é garantida. 
  6. Levar comida é uma opção inteligente. Se houver locais de alimentação geralmente são caros.
  7. Se você costuma comprar muitas coisas considere levar um carrinho de feira. Sofri vendo algumas pessoas carregando caixas cheias de coisas nos ombros.
  8. Preste atenção em pessoas espertas de olho na sua bolsa. Uma funcionária da limpeza viu que eu dei uma bobeada com a minha e me avisou que tinham duas pessoas roubando bolsas dentro da Bienal.

Se fod@$%!#% e aprendendo né?

4 comentários:

  1. Nossa realmente, é terrivel.
    Você vai lá feliz por saber que lá reuni tudo o que gosta e do nada se vê desesperado por perceber que é impossível olhar tudo!
    Cometi o mesmo desprazer de só descobrir o estande da comix quando já tinha gastado tudo!

    E fiquei deprê com o senhor maurício, foi um assalto as MSPs. Doeu no coração comprar algo de vital importância para o que quero trabalhar e ter que embolçar tanto por isso!

    Vou te dizer, a panini geralmente é mão de vaca, pelo menos nos outros eventos como os de anime que fui, mas nesse o desconto de 20% em tudo foi bem feliz.

    Peguei também Magneto e o livro da moda nerd "A Batalha do apocalipse", e como estava com um amigo fanboy esperamos a seção de autógrafos e já garanti o meu com um rabisco do autor! E dos dois Nerds mais populares da internet! \o/

    Huahuahuahuahua Todo mundo mó na espectativa pelo pessoal do Jovem Nerd e eu um outro amigo meu de para-quedas lá... totalmente whatever...

    Outra coisa, o problema da comida nem era o preço, mas as filas! Nossa decidimos comer pão de queijo porque era o que estava mais rápido.

    Destaque para a fila ridículamente absurda para o onibus gratuito que saía do metro. Pegamos onibus normal, lógico! Poh, povo muito mão de vaca. Economizar 2,70 pra ficar numa fila de mais de horas pra pegar um onibus... o mesmo para a volta... é, brasileiro adora fila!

    Apesar de tudo foi divertido!
    O jeito é ir de trem/metro/busão \o/
    ...muito mais emocionante ainda mais se for do ABC e confiar no amigo mais perdido do mundo achando que ele já foi na bienal antes...

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  2. A Bienal do Rio parece ser mais tranquila comparada com essa de Sampa.
    É muito cheio e muito longe também, mas tem muito ônibus pra lá (apesar de eu ter que pegar duas conduções) e o Rio Centro é maior que o Anhembi.

    Ou tb vc pode fazer como a minha mãe qdo sai de sapato com o pé inchado: carregue um par de chinelos na bolsa. hehehe

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  3. Eu fui no sábado também com a minha querida namorada.

    Mas, fomos avisados da loucura e do monte de gente que se apertaria por ali. Por isso tivemos uma grande idéia: chegar às 10h da manhã e sair antes das 13h. Foi o que fizemos!

    Andamos a bienal inteira para ver o que poderíamos adquirir, e no final, quando já estava começando o inferno, compramos nossos querisos Calvin e Haroldo, com 30% de desconto, no stand da CONRAD (que eu achei que tivesse falido, mas estava lá firme e forte).

    E eu ainda comprei o 4º volume d'A Torre Negra do Stephen com 40% de desconto.

    Na próxima, a gente vai juntos, ok? =]

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  4. Uma hora na fila? Mas nem se fosse pra conversar com um cara que estivesse explicando o sentido da vida.

    Fui na quarta no stand da Panini e desisti de comprar coisas porque tinham seis pessoas (lerdas) na fila pra pagar. Imagine esperar UMA HORA! É muita coragem... ou muita nerdice.

    Na próxima, vá de chinelo e leve um banquinho desmontável. Ótimo pra filas.

    Abraço,

    Maurício Muniz

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